COMO DEVE AGIR A FAMÍLIA DO USUARIO DE DROGAS?

Fonte: Ivan Mario Braun.

Seu papel é extremamente importante. Existem indícios de que, pelo menos em alguns grupos de usuários (por exemplo, ex-detentos), o bom relacionamento com a família pode constituir um dos principais fatores na prevenção da recaída. Acredita-se que a família deva freqüentar o psiquiatra mesmo que não se consiga, num primeiro momento, envolver o usuário de drogas no processo. De modo geral, a família precisa ter em mente os seguintes aspectos:
1.    O uso de drogas é um problema numa constelação de dificuldades enfrentadas pelo usuário: geralmente, quando a família procura o profissional, o usuário apresenta uma série de problemas (profissionais, escolares, interpessoais), além do uso de droga em si.
2.    Adotar uma posição de criticas severa, brigas ou castigos ao descobrir que a pessoa usa drogas não impedem que ela as continue usando – apenas a levará a esconder o fato da família. Assim, se as provas de uso forem irrefutáveis, o familiar deve conversar com o usuário a fim de alertá-lo para as conseqüências negativas e sugerir que procure um psiquiatra. Caso a família apenas desconfie do uso de drogas, ele deve se orientar com um psiquiatra e tentar estabelecer com o possível usuário um diálogo mais amplo, perguntando sobre sua vida, que problemas enfrenta, como poderia ajudar a solucioná-los. Enfim, precisa-se encarar o eventual uso de drogas como um problema a ser enfrentado, sempre contando com a ajuda da família.
3.    Outra alternativa é desaprovar determinados comportamentos da pessoa sem necessariamente relacioná-los ao uso de droga – esse tipo de atitude pode motivar a pessoa a procurar ajuda. É como se a família dissesse: “Não sei se você está agressivo por causa de drogas, mas precisamos encontrar uma saída, porque assim não dá! Dessa forma, evita-se culpar a droga por algo que ela pode estar causando e impede-se que o paciente argumente negando o uso. A mensagem é: “Não importa qual a causa, precisamos resolver o problema”.
4.    Se a família fingir que não vê nada, der dinheiro ao usuário ou pedir que ele use as drogas em casa para correr menos riscos que na rua, deve estar ciente de que esses comportamentos 

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