QUAIS OS EFEITOS PRODUZIDOS POR CADA DROGA?

Fonte: Ivan Mario Braun.

ÁLCOOL
Em quadros mais leves, a pessoa se torna alegre, desinibida, mais falante e se sentindo mais solta ou calma e sonolenta. Em casos de intoxicação, pode haver comportamento sexual ou agressividade inadequados, humor instável e capacidade prejudicada de julgar a realidade, levando a alterações do funcionamento social ou ocupacional. Os sinais são fala arrastada, falta de coordenação, andar instável, movimentos de vaivém dos olhos (nistagno), prejuízo da atenção e da memória, estupor (o individuo fica imóvel e mudo) ou coma.
ALUCINÓGENOS
No inicio, costumam ocorrer efeitos estimulantes, inquietação e sintomas como náuseas. Mas, em seguida, sentimentos de euforia podem alternar-se rapidamente com depressão ou ansiedade. Aparecem sintomas como intensificação subjetiva das percepções (a pessoa sente cheiros de modo mais forte, aquilo que vê parece mais nítido, mais colorido); despersonalização (sente como se não fosse ela mesma, como se seu eu fosse irreal, que seu corpo não é seu, como se o estivesse observando de fora); desrealização (como se o mundo não fosse real, como se estivesse num filme); ilusões, alucinações (principalmente em doses mais altas) e sinestesias (mistura os sentidos, “vendo” sons etc.); idéias de auto-referência (passa a achar que uma série de coisas no ambiente se refere a ela, as pessoas falam dela, o filme na TV tem relação com sua vida etc.); medo de enlouquecer; idéias de perseguição ou de grandeza; prejuízo no julgamento da realidade. A pessoa geralmente percebe que tudo isso é efeito da droga, não é real. Do ponto de vista de alterações físicas, pode apresentar dilatação de pupilas, coração acelerado, suor, palpitações, vista turva, tremores e falta de coordenação.
ANFETAMINA E SUBSTÂNCIAS SEMELHANTES
Normalmente, inicia-se com uma sensação de “barato”, seguida pelo desenvolvimento de sintomas como: euforia, com maior vigor, afabilidade, hiperatividade, inquietação, hipervigilância, sensibilidade interpessoal, loquacidade, ansiedade, tensão, alerta, grandiosidade, comportamento estereotipado e repetitivo, raiva, lutas e julgamento prejudicado. No caso de intoxicação crônica, pode haver embotamento afetivo, fadiga ou tristeza e retraimento social. Essas mudanças comportamentais e psicológicas são acompanhadas por sintomas e exemplo de: taquicardia ou bradicardia, dilatação das papilas, pressão sanguínea elevada ou baixa, perspiração ou calafrios, fraqueza muscular, depressão respiratória, dor torácica ou arritmia cardíaca, confusão, convulsões, discinesias, distonias ou coma.
ANSIOLITICOS, SADATIVOS E HIPNÓTICOS.
Trata-se de medicações usadas para aliviar sintomas de ansiedade, agitação e dificuldade para adormecer ou manter o sono. Usuários de drogas diversas usam-nas a fim de ter “barato”, sozinhas ou associadas a outras drogas ou para contrabalançar efeitos indesejados de drogas excitantes como cocaína. Durante ou logo após seu uso, podem levar a comportamento sexual ou agressivo inadequados, instabilidade do humor e prejuízo do julgamento e/ou do funcionamento ocupacional ou social. Pode haver ainda associação com fala arrastada, andar instável, nistagmo, problemas de memória ou atenção e níveis de incoordenação capazes de interferir na habilidade de dirigir veículos e no desempenho de atividades comuns, a ponto de causar acidentes e estupor ou coma. Uma característica proeminente é o comprometimento da memória, geralmente na forma de uma amnésia anterógrada – semelhante aos apagamentos (blackouts) alcoólicos, bastante perturbadores para o individuo. O BZD parece capaz de liberar o comportamento sexual, tendo sido envolvido em casos de estupro.
CAFEÍNA
Em doses baixas, a cafeína faz a pessoa sentir-se mais alerta, mais desperta, eventualmente mais animada. Em doses mais elevadas (ou mesmo após a ingestão de apenas 100 mg, dependendo da sensibilidade da pessoa), pode-se vivenciar inquietação, nervosismo, excitação, insônia, rubor facial, diurese e queixas gastrointestinais. Com níveis superiores a 1 grama/dia, costumam aparecer abalos musculares, pensamentos e discursos com fluxo errático, taquicardia ou arritmia cardíaca, períodos de infatigabilidade (o indivíduo não se cansa nunca) e agitação psicomotora.
CANABINÓIDES
Inicia-se com um “barato”, seguido de sintomas de euforia, com risos inadequados ou idéias de grandeza, sedação, letargia, comprometimento da memória de curto prazo, dificuldade para a execução de processos mentais complexos, prejuízo do julgamento, percepções sensoriais distorcidas, prejuízo no desempenho motor e sensação de alentecimento do tempo. Às vezes ocorre ansiedade (que pode ser grave), disforia ou retraimento social. Associam-se ainda sintomas como: vermelhidão na membrana conjuntiva, aumento do apetite, boca seca e taquicardia.
COCAÍNA
Em pequenas doses, dá uma sensação agradável de bem estar associada a alívio da fadiga, mente alerta, força física e redução da fome. Na intoxicação, com doses maiores, leva a uma maior euforia com aumento de vigor, afabilidade, hiperatividade, alerta, grandiosidade hipervigilância, sensibilidade interpessoal, loquacidade, ansiedade, tensão, inquietação, comportamento estereotipado e repetitivo, raiva, julgamento prejudicado e, no caso da intoxicação crônica embotamento afetivo com fadiga, tristeza e retraimento social. Associam-se sintomas como: taquicardia, braquicardia; dilatação das pupilas; pressão sanguínea elevada ou abaixo do normal; perspiração ou calafrios; náusea ou vômitos; evidencia de perda de peso; agitação ou retardo psicomotor; fraqueza muscular; depressão respiratória; dor torácica ou arritmias cardíacas; confusão, convulsões, discinesias, distonias ou coma. O uso Crônico causa ainda graves transtornos da personalidade, insônia, perda do apetite, aumento da tendência à violência e atos anti-sociais

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