CARNAVAL COM RESPONSABILIDADE.

Hoje, o Carnaval é marcado por coisas que desagradam e transformam a festa em algo criticado por milhões de pessoas de bom senso. Como diriam alguns adeptos da folia de momo, no Carnaval, “ninguém é de ninguém” e “ vale tudo em termos sexuais.”
Pode parecer apenas uma festa inocente, mas existe um lado bastante obscuro na festa do Rei Momo. Mulheres seminuas, numa forte exploração do nu feminino, tornam o carnaval do Rio de Janeiro uma festa conhecida mundialmente. Na Bahia, os blocos invadem as ruas e os simples mortais, sem dinheiro para entrar em blocos, tornam-se meros observadores de uma festa geradora de milhões de reais.
O Carnaval perdeu a sua “pureza”. Hoje, infelizmente, é uma festa voltada para a exaltação do sexo irresponsável, onde homens e mulheres transam, em plena luz do dia, transformando as ruas e de diversas cidades brasileiras, em verdadeiros motéis... Tudo isto em nome do “ amor ”, da “ paz ” e da comunhão entre as pessoas... Festa bestial e sem nenhum proveito moral para a sociedade brasileira.
Depois de alguns dias de folia, temos o seguinte saldo : pessoas que ficaram viciadas em bebidas e em drogas, lares desfeitos por conta da liberalidade sexual, adolescentes e mulheres grávidas por conta de relacionamentos gerados pela irresponsabilidade humana e uma série de males consequentes do abuso de drogas e álcool. 
 a Temas relevantes de saúde pública merecem atenção das autoridades e da sociedade: as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), e a gravidez na adolescência são os mais relevantes. As campanhas educativas de prevenção nesta época do ano buscam reverter um quadro cada vez mais crescente e real.
Dados do Ministério da Saúde sobre a Aids revelam que, está ocorrendo uma inversão na proporção de acometimento da doença em homens e mulheres, especialmente na faixa etária de 13 a 19 anos de idade, com um número maior de casos do sexo feminino.
Pesquisas mostram que nos meses de novembro e dezembro aumenta o número de nascimentos, comprovando, assim, que jovens engravidam mais durante o período de carnaval. Por isso há a necessidade de uma conscientização intensa durante a maior festa popular do País.
E é nesse turbilhão de emoções que normalmente a adolescente do sexo feminino começa a entrar em contato com sua sexualidade. Portanto, a gestação na adolescência ocorre por falta de informação, por desconhecimento de métodos anticoncepcionais, por descrença de que realmente possa engravidar, por necessidade de agredir a família ou por carência afetiva.
Essa gravidez é de um modo geral enfrentada com muita dificuldade. Medos da perda da proteção familiar e da repressão social abalam a autoestima da adolescente que, acuada, pode deixar de estudar e até de trabalhar. A gravidez precoce é vivida como um momento de perdas. Complicações físicas e psicológicas ocorre com mais frequência.
Daí a importância de praticar sexo seguro. Deve-se usar o preservativo, evitando a transmissão de doenças como Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a herpes, além de evitarem a gravidez indesejada.

 Outra questão relevante na festa de Momo são as bebidas e as drogas. Momentos de descontração e alegria são geralmente regados à base de muita bebida alcoólica e outras drogas legalizadas ou não. O lança-perfume, consumido principalmente pelos adolescentes, que brincam com o risco que essas substâncias podem provocar e se “embriagam” na avenida em busca da aparente sensação de leveza e euforia, um “prazer” e que pode levar o indivíduo a ter arritmias cardíacas e consequentemente parada cardiorrespiratória. Essas drogas provocam um efeito fugaz, rápido, que levam ao consumo repetidas vezes. E é nessa administração repetitiva que está o perigo, pois além das arritmias cardíacas, aumentam os riscos da ocorrência de crises convulsivas e casos de perda de consciência e desmaio.
Além do lança-perfume alerta-se para o consumo excessivo do álcool entre os adolescentes durante o Carnaval. “Principalmente entre os indivíduos que não têm o costume de beber, o álcool pode causar uma alteração de nível de consciência e até o coma alcoólico, sobretudo porque ao mesmo tempo em que bebe, o adolescente está exposto ao sol, temperatura de 40 graus, o asfalto quente, perde líquido, se desidrata”. 

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